30 de mar de 2009

O Possível, o Necessário, o Desejável


A arquitetura é imensa. Da psicologia profunda à semiologia, tudo na humanidade nos interessa e nos diz respeito.
Uma vez no seu território, as possibilidades de reflexão são inúmeras: Bernard Tchumi devaneia com humor: “Para apreciar realmente a arquitetura você pode, até mesmo, precisar de cometer assassinato”. John Dinkeloo desenvolveu o uso do poliuretano na construção, dentre outras inovações tecnológicas, algumas patenteadas. Analisem o Parc de La Villette (B.Tchumi) e o Museu de Portland (J.Dinkeloo com K.Roche): a arquitetura está presente em ambos.
Qual o peso adequado, da filosofia e da tecnologia, num curso de arquitetura? Existe consenso sobre o ponto de equilíbrio?
Por outro lado, “se o espaço urbano é espaço de objetos (ou seja, de coisas produzidas)” (B.Contardi), o que diferencia o objeto da obra de arte? Qual a importância de ambos no espaço?
“Alguns edifícios serão peças de show, monumentos. Outros contribuirão silenciosamente para a integridade do tecido urbano”. (J.S.Polshek)

Parece que a arquitetura admite várias categorias de objetos: a avaliação de que os edifícios que não são obras de arte, são mera engenharia, é tão excludente quanto aquela que diz ser a arquitetura, acima de tudo construção.
No intuito, louvável, de tornar a arquitetura uma atividade mais profunda, talvez estejamos exigindo dos estudantes mais do que a sua maturidade pode dar. O que pretende ser estímulo, acaba repelindo: quase todos dão graças quando se livram da teoria, da escola e carregam o trauma pela vida profissional afora. Só gostam de publicações com muitas figuras. Figuras que tem dificuldade em decifrar.

7 comentários:

Anônimo disse...

...amigo, Sérgio, é com satisfação que recebo seu convite, para estar mais uma vez "por aqui"."Boa" !!!, esta sobre a condição em que se acham os estudantes da Arquitetura, bem pra te dizer a verdade eu cá pensando comigo, diaria Para-Arquitetura.Mas como já dizia Platão : " só os mortos veem o fim da guerra "
reynaldo felício


reynaldo felício

guilhermestudio disse...

seria essa questão de maturidade e estimulo a cultura brasileira.
Qual o preço da inovação, o método, o estilo ideal? seria o que massageia o ego do profissional, ou do cliente. Agora não há avaliações com parcialidade, apenas sua propria razão e decisão, nem sempre madura o suficiente.
O jogo social de contatos e indicações levam a busca pelo orgulho e dinheiro, curso, pós, master course pode ser teoria de mais, tempo de mais. O melhor é conhecer o máximo de pessoas no bar em frente à faculdade e não dentro dela. Pois na faculdade não há interesse em amizade( não sente em corredores ou gramado, não se agrupem) apenas obrigatoriedade de consumo da tal teoria.

Vicente Bernardo disse...

Acredito que nos arquitetos somos cientistas do modo de como as pessoas vive, apropria e interpretam os espaços construídos ou não.
Portanto temos que dominar muitos temas para sermos sábios ao decidirmos em primeiro momento, se o objeto arquitetônico irá falar os silenciar com o entorno.

Arq. Vicente Bernardo

Anônimo disse...

olá, mestre

é um prazer a possibilidade de aprender novamente com seus textos e imagens, senti saudades do seu blog.......... mas como não poderia deixar de ser, estais aqui novamente nos presenteando com a sabedoria! agora mais oriental do que nunca.... hehehehehe.

abraços.

tn

sergio disse...

Reynaldo,Guilherme, Vicente e Ton: compartilhar é construir junto, então, mãos à obra!

sergio disse...

Guilherme: vc toca em pontos importantes. Que tal desenvolver um pouco mais esse raciocínio?

Anônimo disse...

bom comeco